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Introdução

Nesse artigo vou explicar como funcionam as ações automáticas de início/parada de uma máquina virtual. Vou demonstrar como aplicar na prática algumas técnicas para a otimização de seu ambiente virtual, como por exemplo: Como ordenar a ligação das VMs? Como configurar meu HOST para desligar todas as VMs quando a bateria do no-break estiver acabando?

Ações de início automático:



Vídeo Demonstração



"Nothing"

Começando pela mais simples, essa configuração anula qualquer ação automatizada da parte do Hyper-V. Se a máquina virtual estiver desligada, quando o HOST reiniciar ela não será religada.

Normalmente você não deve utilizar essa configuração, pois espera-se que seu ambiente esteja sempre disponível para acesso. Contudo, se for necessário realizar alguns procedimentos antes de ligar a máquina virtual (como emitir um laudo, verificar se os discos físicos ou ISCSI estão plugados , etc) pode ser que essa configuração seja necessária.

“Automatically start if it was running when the service stopped”

Com essa configuração definida, o último estado da máquina virtual (no ato da parada do hyper-V) será aplicado quando o serviço do Hyper-V for iniciado.

Por exemplo, se você reiniciar o seu servidor e a máquina virtual estava:

Ligada >>>>>>>> Máquina virtual será ligada

Desligada >>>>> Máquina virtual continuará desligada

Essa é a opção mais comum de encontrarmos nos ambientes de produção. Pois o sistema não ligaria, por exemplo, máquinas virtuais de testes permanecem desligadas até que sejam necessárias.

Essa configuração não seria ideal para um active directory ou um gateway, por exemplo. Essas funções são necessárias para o funcionamento básico da rede e devem estar sempre disponíveis, mesmo que tenham sido desligadas anteriormente.

Essa opção pode ser configurada com um “delay”. Isso significa que você poderá ordenar a religação de suas máquinas virtuais.

Por exemplo, se tiver que religar três máquinas virtuais: Um SQL, um AD e um Firewall. Você pode priorizar o Firewall, colocando com somente 30 segundos de atraso (é bom pensar em um atraso inicial mínimo para dar tempo do HOST se estabilizar) e continuar com o AD com 50 segundos e terminar com o SQL com 80 segundos.

Além de garantir o bom funcionamento dos serviços (o SQL pode ser dependente do AD, por exemplo) você pode balancear o impacto de ligação que o HOST terá.



“Always start this virtual machine automatically”

Com essa opção habilitada, não importa o estado anterior da máquina virtual, ela sempre será religada quando o serviço do Hyper-V for iniciado.

Pode ser a opção ideal para serviços críticos, como um firewall ou um active directory.  Isso garantirá que esses serviços sempre estarão online para você.

Essa opção pode ser configurada com um “delay”. Como visto acima na opção anterior.

É importante ressaltar que o "delay" pode ser encarado como uma questão de performance (diminuir o impacto inicial de ligação das VMs) ou de consistência de ambiente virtual (religar as VMs na ordem de dependência, como: AD, Exchange, Clientes, etc).

Ações de parada automáticas:


“Save the virtual machine”

Com essa configuração habilitada, assim que o serviço do Hyper-V receber o sinal de desligamento a máquina virtual será salva no estado atual. O salvamento de uma máquina virtual é semelhante ao “hibernar” do Windows. A memória RAM da máquina virtual é armazenada em arquivo e a sessão é fechada como que se estivesse “congelada”.

Essa opção pode ser interessante para a maioria dos casos, mas deve-se atentar a serviços que não possam compreender a situação, como um Active Directory, que não é recomendado ser salvo por causa de sua sincronia.

Um serviço que dependa de sincronia com máquina externa também pode corromper a ação atual que ele estava executando. Por exemplo, um banco de SQL “congelado” no meio de alguma transação pode acarretar problemas de consistência na base.


“Turn off the virtual machine”

Ativando essa opção a máquina virtual será desligada de forma abrupta. Semelhante a falta de energia em uma máquina real.

Pode não parecer uma opção interessante a primeira vista, mas em sistema virtuais Linux pode ser ideal.


“Shut down the gest operating system”

Quando a máquina virtual tem o “integration componentes” instalado, o Hyper-V pode enviar um sinal de desligamento diretamente ao sistema operacional da máquina virtual, é isso que essa opção proporciona.

O Hyper-V irá enviar um sinal de desligamento e irá aguardar até que a máquina virtual seja perfeitamente desligada para liberar o sistema HOST para se desligar.

Para o caso de um Active Directory virtualizado, essa é sem dúvida a melhor opção.


Conclusão

Esse assunto é muito negligenciado pelos profissionais em TI em geral. Mas, como puderam notar, pode fazer a diferença em situações críticas no seu ambiente.

O gestor do ambiente virtual tem que se sentir confiável de quando o sistema HOST precisar ser desligado, tudo irá correr bem. Por exemplo, se tiver um sistema de nobreak habilitado em seu HOST, você precisa definir quais as ações de desligamento serão executadas para quando o nobreak enviar um sinal de baixo nível de energia.

E no ato do nobreak reativar o servidor, a estratégia de religação também precisa ser perfeita para garantir que o ambiente não seja corrompido ou suba defeitoso.

Esse artigo foi escrito por Rafael Bernardes, do portal CooperaTI

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